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O incauto
viageiro terreno, há preferido sempre desperdiçar oportunidades benfazejas
proporcionadas pela Divina Providência com vistas ao seu engrandecimento moral
e espiritual, para mais livremente englobar-se às sombras insidiosas das
paixões mantenedoras dos vícios e desatinos que o impelem ao irremediável tombo
para o abismo.
Nos torvelinhos
das atrações mundanas, como no embate das provações que o excruciam; ao choque
das vicissitudes diárias, inalienáveis ao meio em que realiza as
experimentações para o progresso, como na fruição das doçuras fornecidas pelo
lar prospero e feliz – jamais ao homem ocorre quaisquer esforços empreender
para a iluminação interior de Si mesmo, a reeducação moral, mental e espiritual
cuja necessidade inapelavelmente se impõe no porvir que seu espírito será
chamado a conquistar pela ordem natural das leis da Criação.
Ele nem mesmo compreende
que possui uma alma dotada dos germens divinos para a aquisição de excelentes
prendas morais e qualidades espirituais eternas, germens cujo desenvolvimento
lhe cumpre operar e aprimorar através do glorioso trabalho de ascensão para
Deus, para a Vida Imortal! Ignora ser justamente no cultivo desses dons que
reside o segredo da obtenção perfeita dos ideais mais caros que acalente, dos
sonhos venerados que suspira concretizar; e mais, que, desprezando o ser divino
que em Si palpita, o qual é ele próprio, é o seu Espírito imortal descendente
que é do Todo Poderoso dá-se voluntariamente à condenação pela dor resvalando pelos ominosos desvios da animalidade e quiçá
do crime, os quais necessariamente arrastarão a lógica das reparações, das
renovações e experiências dolorosas nos testemunhos da reencarnação, quando mas
suave se tornaria a jornada ascensional se meditasse prudentemente, procurando
investigar a própria origem e o futuro que lhe compete alcançar!
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