segunda-feira, 25 de março de 2013

O Reconhecimento (Memórias de um Suicida - Cap.V)


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O incauto viageiro terreno, há preferido sempre desperdiçar oportunidades benfazejas proporcionadas pela Divina Providência com vistas ao seu engrandecimento moral e espiritual, para mais livremente englobar-se às sombras insidiosas das paixões mantenedoras dos vícios e desatinos que o impelem ao irremediável tombo para o abismo.
Nos torvelinhos das atrações mundanas, como no embate das provações que o excruciam; ao choque das vicissitudes diárias, inalienáveis ao meio em que realiza as experimentações para o progresso, como na fruição das doçuras fornecidas pelo lar prospero e feliz – jamais ao homem ocorre quaisquer esforços empreender para a iluminação interior de Si mesmo, a reeducação moral, mental e espiritual cuja necessidade inapelavelmente se impõe no porvir que seu espírito será chamado a conquistar pela ordem natural das leis da Criação.
Ele nem mesmo compreende que possui uma alma dotada dos germens divinos para a aquisição de excelentes prendas morais e qualidades espirituais eternas, germens cujo desenvolvimento lhe cumpre operar e aprimorar através do glorioso trabalho de ascensão para Deus, para a Vida Imortal! Ignora ser justamente no cultivo desses dons que reside o segredo da obtenção perfeita dos ideais mais caros que acalente, dos sonhos venerados que suspira concretizar; e mais, que, desprezando o ser divino que em Si palpita, o qual é ele próprio, é o seu Espírito imortal descendente que é do Todo Poderoso dá-se voluntariamente à condenação pela dor resvalando  pelos ominosos desvios da animalidade e quiçá do crime, os quais necessariamente arrastarão a lógica das reparações, das renovações e experiências dolorosas nos testemunhos da reencarnação, quando mas suave se tornaria a jornada ascensional se meditasse prudentemente, procurando investigar a própria origem e o futuro que lhe compete alcançar!

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