O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com as Leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo Criador, e que se vê obrigado a repetir a experiência na Terra, tomando corpo novo, uma vez que destruiu aquele que a Lei lhe confiara para instrumento de auxílio na conquista do próprio aperfeiçoamento - depósito sagrado que ele antes deveria estimar e respeitar do que destruir, visto que lhe não assistiam direitos de faltar aos grandes compromissos da vida planetária, tomados antes do nascimento em presença da própria consciência e ante a Paternidade Divina, que lhe fornecera Vida e meios para tanto.
terça-feira, 26 de março de 2013
O que é o Homem.....(em Memoria de um suicida - cap V)
É o homem um composto de tríplice natureza: - humana, astral e espiritual, isto é – matéria,
fluido e essência. Esse composto poderá
também ser traduzido em expressão mais concreta e popular, assimilável ao
primeiro grau de observação: - corpo carnal, corpo fluídico ou períspirito, e
alma ou Espírito, sendo que do ultimo é que irradiam Vida, Inteligência,
Sentimento, etc., etc., - centelha onde se verifica a essência divina e que no
homem assinala a hereditariedade celeste! Desses três corpos, o primeiro é
temporário, obedecendo apenas à necessidade das circunstâncias inalienáveis que
contornam o seu possuidor, fadado à
desorganização total por sua própria natureza putrescível, oriunda do limo
primitivo: - é o de carne. O segundo é imortal e tende a progredir,
desenvolver-se, aperfeiçoar-se através dos trabalhos incessantes nas lutas dos
milênios:- é o fluídico; ao passo que o Espírito, eterno como a Origem da qual
provém, luz imperecível que tende a rebrilhar sempre mais aformoseada até
retratar em grau relativo o Fulgor Supremo que lhe forneceu a Vida, para glória
do seu mesmo Criador – é a essência divina, imagem e semelhança – (que o será
um dia) – do Todo Poderoso Deus!
Vivendo na Terra, esse ser inteligente, que deverá evolver pela Eternidade, denomina-se Homem! sendo, portanto o Homem um Espírito encarcerado num corpo de carne ou encarnado.
Vivendo na Terra, esse ser inteligente, que deverá evolver pela Eternidade, denomina-se Homem! sendo, portanto o Homem um Espírito encarcerado num corpo de carne ou encarnado.
segunda-feira, 25 de março de 2013
O Reconhecimento (Memórias de um Suicida - Cap.V)
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O incauto
viageiro terreno, há preferido sempre desperdiçar oportunidades benfazejas
proporcionadas pela Divina Providência com vistas ao seu engrandecimento moral
e espiritual, para mais livremente englobar-se às sombras insidiosas das
paixões mantenedoras dos vícios e desatinos que o impelem ao irremediável tombo
para o abismo.
Nos torvelinhos
das atrações mundanas, como no embate das provações que o excruciam; ao choque
das vicissitudes diárias, inalienáveis ao meio em que realiza as
experimentações para o progresso, como na fruição das doçuras fornecidas pelo
lar prospero e feliz – jamais ao homem ocorre quaisquer esforços empreender
para a iluminação interior de Si mesmo, a reeducação moral, mental e espiritual
cuja necessidade inapelavelmente se impõe no porvir que seu espírito será
chamado a conquistar pela ordem natural das leis da Criação.
Ele nem mesmo compreende
que possui uma alma dotada dos germens divinos para a aquisição de excelentes
prendas morais e qualidades espirituais eternas, germens cujo desenvolvimento
lhe cumpre operar e aprimorar através do glorioso trabalho de ascensão para
Deus, para a Vida Imortal! Ignora ser justamente no cultivo desses dons que
reside o segredo da obtenção perfeita dos ideais mais caros que acalente, dos
sonhos venerados que suspira concretizar; e mais, que, desprezando o ser divino
que em Si palpita, o qual é ele próprio, é o seu Espírito imortal descendente
que é do Todo Poderoso dá-se voluntariamente à condenação pela dor resvalando pelos ominosos desvios da animalidade e quiçá
do crime, os quais necessariamente arrastarão a lógica das reparações, das
renovações e experiências dolorosas nos testemunhos da reencarnação, quando mas
suave se tornaria a jornada ascensional se meditasse prudentemente, procurando
investigar a própria origem e o futuro que lhe compete alcançar!
domingo, 24 de março de 2013
Após a morte......(em Memórias de um suicida)
Após a morte, antes que o espirito se oriente, gravitando para o verdadeiro "lar espiritual" que lhe cabe, será sempre necessário o estágio numa "antecâmara", numa região cuja densidade e aflitivas configurações locais corresponderão aos estados vibratórios e mentais do recém desencarnado. Aí se deterá até que seja naturalmente "desanimalizado", isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais e que são impregnados todos os corpos materiais.Por aí se verá que a estada será temporária nesse umbral do além, conquanto geralmente penosa. Tais sejam o caráter, as ações publicadas, o gênero de vida, o gênero de morte que a pessoa teve- tais serão o tempo e a penúria no local descrito. Existem aqueles que aí apenas se demoram algumas horas. Outros levarão meses, anos consecutivos, voltando à reencarnação sem atingirem a Espiritualidade. Em se tratando de suicidas o caso assume proporções especiais, por dolorosas e complexas. Este aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes restava para conclusão do compromisso da existência que prematuramente cortaram. Trazendo carregamentos avantajados de forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental, nervosa e vibratórias completas, é fácil entrever qual será a situação desses infelizes para quem um só balsamo existe: - a prece das almas caritativas.
Se, por muito longo, esse estágio exorbite das medidas normais ao caso - a reencarnação imediata será a terapêutica indicada, embora acerba e dolorosa, o que será preferível a muitos anos em tão desgraçada situação, assim se completando, então, o tempo que faltava ao término da existência cortada.
Morte......
Silenciosa madona da tristeza,
A morte abriu-me as catedrais radiosas,
Onde pairam as formas vaporosas
Do país ignorado da Beleza.
Num dilúvio de lírios e de rosas,
Filhos da luz de uma outra Natureza,
Que entornavam no espaço a sutileza
Dos incensos das naves harmoniosas!
Monja de olhar piedoso, calmo e austero,
Que traz à Terra um tênue reverbero
Da mansão das estrelas erradias...
Irmã da paz e da serenidade,
Que abriu meus olhos na imortalidade,
À esperança de todos os meus dias!
quinta-feira, 21 de março de 2013
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